Estabelecer um contato
mais próximo com a natureza faz parte do estilo de
vida atual, que redescobriu a força da terra, os
poderes das pedras e as importantíssimas
propriedades das plantas. Dentro desta nova e
saudável concepção, a arquitetura oferece
possibilidades para resgatar formas mais simples e
naturais de se viver, entre elas, as coberturas
naturais.
Optar por um
revestimento natural para o telhado é uma forma de
integrar a construção a natureza. Muito solicitado
para casas de praia ou de campo, ele aparece também
nas regiões urbanas, cobrindo ambientes de lazer,
como varandas, quiosques, áreas de churrasqueiras,
ou mesmo a casa inteira. Para obter um bom
resultado, recomenda-se o uso de fibras
tradicionais, como o sapé, a piaçava ou a palha
santa fé.
Num primeiro momento,
pode parecer estranho que este tipo de cobertura tão
primitiva realmente proteja contra a ação da chuva,
do vento e do sol. Entretanto, em pouco tempo de
convivência ela mostra suas excelentes qualidades
como isolante térmico e acústico. A água da chuva
também não atrapalha, desde que a estrutura do
telhado tenha declividade mínima em torno de 30
graus e se trabalha com uma manta entre as camadas.
Uma das maiores vantagens das coberturas rústicas é
o conforto térmico e acústico, além do ambiente
aconchegante.
Já o inconveniente da
proliferação de insetos pode ser resolvido com a
aplicação de uma resina que impede que se instalem
na palha. O risco de incêndio também é maior , mas
pode-se instalar aspersores (dispositivos para
irrigação) para manter o telhado úmido se o local
for muito propício a queimadas ou outros perigos e
também aplica-se uma resina anti-chama, que retarda
a chama, possibilitando salvar a cobertura. Quando a
cobertura natural for utilizada sobre
churrasqueiras, recomenda-se construir uma chaminé
alta, coberta por um tubo de amianto ou tijolos.
Normalmente a cobertura
natural é associada a uma arquitetura de tendências
rústicas. Mas ela pode se combinada a outros
estilos, conferindo um toque irreverente a casa. Se
a idéia é se aproximar ao máximo da natureza, a
estrutura do telhado tem que ser de madeira, de
preferência aparente. Caso a construção esteja
pronta e tenha telhado, é possível colocar caibros
onde as fibras são presas sobre as telhas ou laje. O
único cuidado é observar a inclinação mínima da
estrutura. A presença do forro é opcional e deve
atender as expectativas estéticas para os ambientes
internos, já que o visual do exterior está
garantido.
Em todo o Brasil há
empresas especializadas em coberturas naturais,
porém poucas como a SBS, trabalham com todos os
tipos de fibras. A dificuldade acontece porque
normalmente só a mão de obra nativa da região de
determinada fibra ou palha tem know-how para
realizar uma cobertura perfeita. Nós temos mão de
obra especializada para cada tipo de cobertura
natural.
Além disso, o auxílio de
um arquiteto, pode tornar o projeto mais harmonioso,
imprimindo a dose exata de natureza para abrigar os
usuários.
Na SBS você conta com
experiência, qualidade e assessoria de profissionais
qualificados para melhor atendê-los.
Conheça as fibras e
suas características:
• Piaçava -
original do Nordeste, esta fibra é colhida quando
amadurece. A parte mais grossa é aproveitada para
produzir vassouras e o restante é usado na confecção
de coberturas. A piaçava é trançada em ripas de
madeira, presas em caibros a uma distância entre 15
a 20 cm umas das outras, dependendo da inclinação do
telhado, a fim de evitar vazamentos. A sobreposição
das ripas compõe o visual interno da casa. Do lado
de fora, a piaçava é penteada e fica lisa. A
espessura final é de 8 a 10 cm. Para cada m² de
cobertura utiliza-se 8 ml de piaçava, cada pente de
piaçava tem 2 metros. O tempo médio de vida é de 07
a 10 anos, podendo até se estender conforme a
manutenção dada na cobertura.
• Palha Santa Fé
– encontrada no Rio Grande do Sul, proporciona a
aparência de uma massa compacta e flexível. A palha
é arranjada em feixes de 30 cm de comprimento,
posteriormente presos com arame a ripas de 2,5 x 2,5
cm. Por sua vez, elas são pregadas aos caibros e
separadas 20cm umas das outras. A espessura final da
cobertura é aproximadamente 25 cm, podendo ser mais
espessa se necessária. Quarenta feixes de 10cm de
diâmetro cobrem 1m². É a palha de maior
durabilidade: aproximadamente 15 a 25 anos.
• Sapé – é
natural das encostas e mais fácil de ser encontrado
no interior de SP. Para compor a cobertura, os
feixes de sapé são amarrados com arame ao ripamento
já pregado ao caibro. O efeito externo é semelhante
ao da Santa Fé, porém com acabamento mais rústico,
já a espessura não se assemelha a Santa Fé e sim a
piaçava, pois acabado o telhado terá aproximadamente
10 a 15 cm de espessura. Cada metro quadrado requer
2 feixes de 25 cm de diâmetro.Sua durabilidade é de
no máximo 5 anos.
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